A apuração do começo ao fim
Lula e Flávio nos votos válidos, das primeiras urnas até agora: o que o TSE já contou, a projeção IPSE do resultado final e o caminho esperado do apurado até 100%.
Mapa do 2º turno
Escolha a escala (municípios ou estados) e o indicador. Passe o mouse (ou toque) para ver os números; clique num município para abrir a ficha dele, ou num estado para abrir a apuração dele.
Por região
Urnas apuradas e votos válidos já contados em cada região, com a projeção IPSE do resultado final.
Por estado
Resultado de cada estado. A cor da borda indica quem venceu.
De onde vieram os votos do 2º turno
Quem votou em quem, do 1º para o 2º turno. Passe o mouse nas faixas para ver quantos eleitores fizeram cada caminho. O diagrama e as cascatas acompanham o estado escolhido no seletor abaixo.
Para cada candidato: os votos do 1º turno, o que ele perdeu, o que ganhou e de quem, até chegar ao total do 2º turno. Em milhões de votos; no Brasil, entre parênteses, a margem de 90%.
Todos os cargos
Presidente, governador, senado e deputados, no 1º turno, e o 2º turno de presidente e de governador, por estado, município e bairro.
Predições e pesquisas contra a apuração
O que os institutos mediram na última semana, o que os agregadores e a IPSE previram antes da urna, e onde a projeção ao vivo está agora, para Lula (vermelho) e Flávio (azul), em votos válidos. As linhas verticais são a projeção IPSE com a apuração; ao fim da contagem, são o resultado. A coluna “dif.” mostra quanto cada estimativa ficou acima ou abaixo da projeção para Lula (a de Flávio é a mesma, com sinal trocado).
O que a IPSE publicou antes da urna
O estudo preditivo final (24/10) e o addendum da manhã da eleição (25/10, 8h), em ipse.global/publicacoes. A apuração é o teste do modelo, e a comparação será feita em público.



Abrir o estudo completo (PDF, 105 lâminas) ↗Abrir o addendum de 25/10, 8h (PDF) ↗
Como funciona
Os dados
Durante a apuração, a cada minuto, lemos no TSE os votos de Lula e de Flávio em cada estado e no exterior e quantas seções de cada município já tinham sido apuradas. A base de comparação é o 1º turno de 2026, somado seção a seção a partir dos dados abertos do TSE (499 mil seções), e o 2º turno de 2022. O começo da série, das 17h07 às 20h06, quando o painel entrou no ar, reproduz o registro minuto a minuto da contagem do TSE publicado no painel de projeção do Estadão.
A projeção do resultado
Para cada município sabemos quanto Lula e Flávio tiveram no 1º turno. Nas 150 maiores cidades, que somam cerca de 40% do eleitorado, medimos a cada minuto a variação da própria cidade entre os dois turnos, em escala logística, e a aplicamos ao que ainda falta apurar ali. Nas demais, usamos a variação medida no restante do estado, e o estado com quase nada apurado usa a variação nacional. O volume de votos que ainda vai entrar vem do eleitorado de cada lugar, ajustado pelo comparecimento já observado. Desse modo, as regiões que apuram mais tarde entram na conta com o voto que mostraram no 1º turno, e não com a média do que foi contado até ali.
A incerteza e a chance de vitória
A incerteza vem de três fontes, todas sobre o que falta apurar: (1) o erro da variação estimada em cada estado, medido pela dispersão real das variações entre as grandes cidades nesta noite (– ponto); (2) a ordem das seções dentro de cada grande cidade, que não apura centro e periferia ao mesmo tempo (2 pontos na parte que falta de cada uma); e (3) um erro comum ao país inteiro, pela redistribuição desigual dos cerca de 8% de votos de outros candidatos no 1º turno (1 ponto). Somadas, dão o desvio σ. A faixa de 95% é a projeção ± 1,96σ, e a chance de vitória é Φ((projeção − 50) / σ). Testado no 2º turno de 2022, com ordens de apuração simuladas, o método errou menos de 0,15 ponto.
Como a projeção se saiu
Às 20h06, com 27% das urnas apuradas e Lula ainda atrás na contagem (49,5%), a projeção indicava 51,4% para ele, com faixa de 95% entre 50,1% e 52,7%, que já continha o resultado final. Com 45% apurado, o valor central estava a menos de 0,1 ponto do resultado e, com 57%, marcava 51,78%, o número final. A faixa conteve o resultado em todas as atualizações da noite. Às 20h34, com 57,7% apurado, ela passou a usar a dispersão medida entre as cidades e por isso se alarga nesse ponto do gráfico.
O caminho até 100%
A linha tracejada mostra como o apurado deve evoluir até o fim, supondo que os estados mais atrasados continuem atrasados. Ela explica por que o apurado pode mudar de líder no meio da noite, já que Nordeste, São Paulo e Rio costumam apurar mais tarde. Nesta eleição, a ordem foi atípica, com Norte e Paraíba cedo e o Sul depois, e as curvas de Lula e Flávio chegaram a se cruzar mais de uma vez.
De onde vieram os votos
O diagrama e as cascatas estimam quem votou em quem entre os dois turnos por inferência ecológica. Com o resultado dos 5.716 municípios e do exterior nos dois turnos, ajustamos a matriz de transição pelo método de Goodman com restrições (cada linha soma 100% e nenhuma passagem é negativa), ponderado pelo eleitorado, estado por estado; os estados com poucos municípios juntam-se à sua região. A margem de 90% vem de 100 reamostragens de municípios e mede a variação amostral, não o viés de agregação. A passagem do voto branco e nulo para Lula é o componente mais exposto a esse viés.
O mapa municipal
Para cada município, a matriz de transição é ajustada nos 80 municípios mais próximos, com peso que cai com a distância e cresce com o eleitorado, e aplicada ao 1º turno do próprio município. Assim a origem dos votos varia no território, e dá para ver onde Lula ganhou mais da abstenção e onde ganhou mais dos brancos e nulos. O perfil do eleitorado e a abstenção do 1º turno por sexo e idade vêm dos dados abertos do TSE. Somadas, as estimativas municipais não coincidem com a nacional, e a diferença entre os dois recortes faz parte da incerteza do método.
Urna a urna nos territórios
Na aba de favelas, quilombos e terras indígenas, o 2º turno vem dos boletins de urna publicados pelo TSE, lidos um a um. Cada seção é ligada ao território pelo local de votação, quando ele fica dentro do polígono ou a até 50 metros dele, com opção de ampliar para 150 metros (favelas) ou 300 metros (quilombos e terras indígenas). Os territórios são os do Censo 2022 do IBGE e, na cidade do Rio, os limites de favelas de 2022 do Instituto Pereira Passos. A urna mostra quem vota naquele local, o que não é exatamente quem mora no território. Abrir a aba.
